De todo o amor que eu tenho...
Aquele que teve que partir,
Deixa um legado, a parte do que somos...
Quando se parte... nos faz um buraco e cresce dentro do peito tamanho amor; "que dor" e quanta saudade!
Qual ensinamento, momento do filme que deixaste, é o meu preferido?!
Não sei... não sabemos... lidar com as perdas, mas elas são verdadeiras e inevitáveis. Sua história, deixou marcas, frutos que desaguam na força que tens.
A mesma que tentamos encontrar com teus exemplos.
Essa vida, que eu também, chamo de minha... Um dia... te encontro lá.
Que o seu afago, seu cuidado,
Acredito, que aí do alto, continue nos olhando e nos abençoando.
Por mais conhecimentos que temos, o apego é como cola, difícil de nos tirar...
Salve, salve... à todos aqueles que se foram, com suas bagagens, seus fardos; porque seus ensinamentos, suas histórias... ficaram aqui.
Que ao passo, muitas vezes, meus olhos brilham, de querer lhe sentir e de lhe querer ver.
Afetuosamente, rogo por ti com meu coração.
Com tudo, que com você aprendi,
Nos molda, nos faz parte, e ao mesmo tempo, tira um pedaço de mim.
Não estamos prontos, para desapegar... para deixar te ir...
Que dor que transcende, será lhe alcança?
Não lhe vejo, mas lhe sinto... quão impotência, que vazio... ainda não estou, "madura no pé". Mas, em oração, sigo e rogo na fé...
Salve, salve... à todos por sua luz, pela sua importância, pela sua contribuição!!!
Agora, em prantos, lhe entrego com dor à morada maior, e com ele... parte de meu coração.
Como consertar tudo isso, nos tirar dessa dor.
Com sua falta, não lhe verei, por onde eu for.
Mas me destes tesouros, ferramentas, sabedoria... que, na vida, os construí por mim.
Ainda vó... suas risadas, seus ensinamentos... eu sinto, como se fosse hoje... seu cheiro, uma hora de alfazema, outra de alecrim...
Para a perda, ainda não se tem uma receita, uma rápida solução, mas esse apego... ele tem que querer... ir embora.
Nesse vazio, nessa dor, que nunca cura e só ameniza, coitado de meu coração,
Tenho que deixar partir... Tenho que deixar ir...
Por que teve que partir?!
Margareth Merejoli
Quantas vezes, minha vó, salvou-me de mim mesma, me salvou da vida!!!...
Porque Histórias e Vidas importam sempre!!!
Maria Gadú: Dona Cila.
De todo o amor que eu tenho
Metade foi tú que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo meu eu
Se queres partir, ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu tô pronta
Me colha madura do pé
Salva, salve, essa Nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo
E te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto,
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto
Teu olho que brilha e não pára
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé.
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego, não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer.
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tú me faça um favor
Dê um banto à ela,
que ela me benze aonde eu for.
O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário